emzgalz:

(by bethany rennard)
Nem tão perto que eu possa tocar, nem tão longe que eu não possa ver. Nem tão impossível quanto dizem, nem tão fácil quanto quero. Mais pra cá, do que pra lá. Nem sempre paciente, e sempre paciente. Concreto.
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É difícil, hoje, acreditar que foi tão fácil. E será que foi fácil? “Foi”. Um pé no presente, e outro também. Justificando o hoje com o ontem até que o amanhã seja suficiente para servir de “ontem” assim como aqueles nossos dias têm servido. Entender é um tanto quanto necessário, e ao mesmo tempo é menos importante que aceitar, assim, e deixar subentendido. É tão metafórico isso que tu construiu em mim, morena. É uma vontade gritante de te ter, mesmo sabendo que talvez já tenha. É um contentamento que vem de dentro, e que é sincero. É a maior das responsabilidades. É te fazer presente onde não está, e aceitar que se assim continuar, um dia estará. É desprezar totalmente o “futuramente”, e mesmo não podendo, ser impaciente. É como essa rima que tu acabou de ler, e como essa desorganização-sem-parágrafos, e sem-regras que tu lê agora. É ler, não entender, e ler novamente, e continuar sem entender, e… Aguardar. Acho irônico como algo que é movido pela urgência necessita tanto da paciência. Irônico como tudo que nos uniu, e como tudo o que constitui o significado dessa palavra. É assim, claro como cada palavra deste texto, e embaralhado como este por um todo. Sabe o que é o melhor disso tudo? É que, pra continuar, eu tenho que passar por cima não só do que antes eu acreditava que fosse impossível, mas também do que eu atualmente acredito que é. E por cima deles, e de mim, e de nós. Dos nossos medos, das nossas incertezas, e dos nossos conceitos. É.

Pra mim, Larissa, por trás dessa história tem muito mais que o sentimento mais forte que eu já senti na vida. O amor tem uma importância irrevogável, mas não posso deixar de citar a minha vontade de, dentre várias outras coisas, eternizar tudo o que a gente ainda tem pela frente, assim como eu eternizei inconscientemente tudo o que aconteceu há aproximadamente cinquenta dias atrás. De lá pra cá, eu não me reconheço mais. E não me arrependo de nada. Pra falar a verdade, eu tenho gostado bastante de passar por tudo o que passamos desde o nosso último dia (fisicamente) juntos, porquê tem algo muito mais forte que a saudade, aqui, me dizendo que vai valer a pena. Às vezes eu me pego perdido, pensando em você. É porque o que tem acontecido tem me parecido irreal demais. Um tanto quanto inexplicável.
Tomei seu tempo mais uma vez pra te escrever um monte de coisa que talvez tu já soubesse, mas achei importante. Quando terminar de ler, por favor, me avise. Quero me tranquilizar na certeza de que compartilhei um por cento a mais do que tem se passado aqui dentro.


Ah, se ao te conhecer Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei meus navios Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão Se na bagunça do teu coração Meu sangue errou de veia e se perdeu



E isso tudo, é verdadeiro.
wateravalanche:

 
c0ffee-cups:

sin título by James Stradner on Flickr.
fricti0nburn:

radford park by Danielle Tweedie on Flickr.